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Colabore com o Futuro promove ação de conscientização sobre hepatites virais na Câmara dos Deputados

  • há 8 horas
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O Instituto Colabore com o Futuro, em parceria com o deputado Padre João (PT-MG), promoveu, nesta quarta-feira (15), uma ação de conscientização em alusão ao Julho Amarelo, mês dedicado à prevenção e ao enfrentamento das hepatites virais.

Realizado no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados, o evento reuniu parlamentares, representantes da sociedade civil, profissionais da saúde, assessorias legislativas e visitantes em uma experiência voltada à conscientização sobre a importância da prevenção, da vacinação e do diagnóstico precoce.


Entre as ações, um quiz interativo convidava os participantes a refletirem sobre um dos principais desafios relacionados à hepatite B: sua invisibilidade. Diante de imagens de diferentes pessoas, o público era desafiado a identificar quem vivia com a doença. A resposta, revelada apenas com o auxílio de lanternas de luz ultravioleta (UV), mostrava que não é possível reconhecer uma pessoa com hepatite B apenas pela aparência, reforçando a importância da testagem.


A programação também contou com uma exposição interativa que permitia aos visitantes fazer parte da experiência ao posar atrás de um painel fotográfico, além de um varal de imagens com mensagens de conscientização sobre a hepatite B, destacando que a doença pode permanecer silenciosa por anos e que o diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações e ampliar as chances de tratamento.

A iniciativa chamou a atenção para um dos principais desafios das hepatites virais: muitas pessoas convivem com a infecção sem saber. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça vacinação, testagem e tratamento gratuitamente, as hepatites virais crônicas podem permanecer por anos sem apresentar sintomas, o que reforça a importância da ampliação do acesso ao diagnóstico.


Durante o ato solene, o médico infectologista José Davi Urbaes, integrante do Comitê de Hepatites Virais da Sociedade Brasileira de Infectologia, destacou que as hepatites virais representam um importante problema de saúde pública, mas ainda permanecem pouco percebidas pela população.


Segundo o especialista, a ausência de sintomas nas infecções crônicas dificulta a identificação dos casos e reforça a necessidade de ampliar a testagem. Sem diagnóstico e tratamento, a infecção pode evoluir de forma silenciosa, comprometendo progressivamente o fígado e podendo causar cirrose, insuficiência hepática e câncer.

"Quando falamos de doenças infecciosas que não apresentam sintomas, a grande tarefa é testar. Precisamos ampliar a testagem na atenção primária, nos exames médicos de rotina e em todos os locais onde seja possível oferecer testes rápidos", afirmou.

José Davi também ressaltou que a vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente no SUS para toda a população e constitui uma das principais formas de prevenção. Em relação à hepatite C, embora ainda não exista vacina, o SUS oferece tratamento capaz de curar a grande maioria das pessoas diagnosticadas.


Para o infectologista, a estrutura de testagem e tratamento existente no país cria uma perspectiva concreta para a eliminação das hepatites B e C como problemas de saúde pública. Ele reforçou, no entanto, que esse objetivo depende da atuação conjunta do poder público, dos profissionais da saúde e da sociedade civil.


A presidente do Movimento Brasileiro de Luta contra as Hepatites Virais, Neide Barros, destacou o trabalho desenvolvido pelas 28 entidades associadas ao movimento, presentes em diferentes regiões do país, e reafirmou o compromisso da organização com a defesa do SUS, da participação social e das políticas públicas baseadas em evidências científicas e nos direitos humanos.


Neide defendeu o fortalecimento da vigilância em saúde, da atenção primária, das ações de prevenção e vacinação, das políticas de redução de danos e da assistência integral às pessoas que vivem com hepatites virais.

"É fundamental assegurar financiamento adequado, acesso contínuo aos medicamentos e estratégias que alcancem as populações em maior situação de vulnerabilidade. Precisamos manter o Brasil comprometido com as metas de eliminação das hepatites virais até 2030", ressaltou.

A representante também lembrou que existem cinco tipos principais de hepatites virais — A, B, C, D e E —, cada uma com formas distintas de transmissão, prevenção e tratamento, reforçando a necessidade de ampliar o acesso da população a informações qualificadas.


Durante a ação, o Instituto Colabore com o Futuro também entregou um material informativo a parlamentares, reforçando a importância da ampliação das estratégias de prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento da hepatite B. A iniciativa buscou sensibilizar os tomadores de decisão sobre a necessidade de fortalecer políticas públicas que ampliem a testagem, a vacinação e o cuidado às pessoas que vivem com a doença.


A ação promovida na Câmara dos Deputados reforçou que informação, vacinação e testagem caminham juntas na prevenção das hepatites virais. Ao aproximar o público do tema por meio de experiências interativas e educativas, a iniciativa buscou estimular o diagnóstico precoce, ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer o compromisso coletivo com a eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública.

 
 
 

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