Câncer de endométrio: sintomas, tratamento e como ter mais chances no SUS

Entenda o câncer de endométrio, sintomas, tratamentos e como participar da consulta pública que pode incluir a imunoterapia no SUS.
Receber o diagnóstico de câncer nunca é fácil. Além dos desafios físicos, a doença impacta a rotina, o bem-estar emocional e toda a família.
O câncer de endométrio, que afeta o revestimento interno do útero, já é o 6º tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com milhares de novos casos diagnosticados todos os anos.¹
Ele acomete principalmente mulheres após a menopausa, mas alguns sinais merecem atenção.
Principais sintomas do câncer de endométrio ²,³
Principais sintomas incluem:
• Sangramento vaginal anormal (especialmente após a menopausa)
• Dor pélvica persistente
• Cansaço excessivo
• Alterações urinárias ou intestinais
Reconhecer esses sinais e buscar orientação médica precocemente faz diferença
O desafio que muitas pacientes com câncer de endométrio ainda enfrentam
Quando o câncer de endométrio está em estágio avançado ou retorna após o tratamento, os desafios se tornam ainda maiores.
Hoje, a quimioterapia é o tratamento disponível no SUS para esses casos. Entretanto, pacientes com câncer de endométrio avançado ou recorrente com biomarcador dMMR/MSI-H (uma alteração específica identificada no tumor) ainda enfrentam necessidades importantes não atendidas.⁴
Isso mostra que ainda existe necessidade de ampliar as possibilidades de cuidado para essas pacientes.
Um avanço importante para o câncer de endométrio avançado ou recorrente já existe
Após décadas sem grandes avanços nessa área, a imunoterapia passou a representar uma nova possibilidade para pacientes elegíveis.
A imunoterapia é um tratamento que estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.
Como a imunoterapia atua no tratamento do câncer de endométrio
Para pacientes com biomarcador dMMR/MSI-H, essa abordagem pode contribuir para:⁵
• Melhor controle da progressão da doença
• Respostas clínicas mais duradouras
• Mais tempo e qualidade de vida
Atualmente, esse tratamento já está disponível na saúde suplementar, mas ainda não faz parte da realidade do SUS.
Isso cria uma desigualdade importante no acesso ao cuidado.
Uma oportunidade de mudança está chegando e você pode contribuir!
Em breve, uma consulta pública poderá discutir a ampliação do acesso à imunoterapia no SUS para pacientes com câncer de endométrio avançado ou recorrente com biomarcador dMMR/MSI-H.
Mas o que é uma consulta pública?
É um processo em que a sociedade pode contribuir com opiniões que ajudam a orientar decisões importantes sobre saúde pública no Brasil.
Podem participar:
• Pacientes
• Familiares e cuidadores
• Profissionais de saúde
• Sociedade em geral
Essa decisão pode representar:
• Mais acesso ao tratamento
• Mais qualidade de vida
• Mais equidade no cuidado em saúde
Quer acompanhar quando a consulta pública for aberta?
Porque ampliar o acesso à inovação também significa criar mais chances para cada história.
Referências:
1. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/17914/1/Estima2026_completo%20%281%29.pdf. Acesso em: 20 abr. 2026.
2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA ONCOLÓGICA (SBCO). Quais são os sintomas de câncer de endométrio? Disponível em: https://sbco.org.br/quais-sao-os-sintomas-de-cancer-de-endometrio/. Acesso em: 20 abr. 2026.
3. INTERNATIONAL JOURNAL OF GYNECOLOGICAL CANCER. [Título do artigo não informado]. Disponível em: https://www.international-journal-of-gynecological-cancer.com/article/S1048-891X(24)04119-7/fulltext. Acesso em: 20 abr. 2026.
4. CNN: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/cancer-de-endometrio-novo-tratamento-mostra-potencial-de-cura-entenda/ Acesso em: 10 junho. 2026
5. OAKNIN, A. et al. Clinical activity and safety of the anti-programmed death 1 monoclonal antibody dostarlimab for patients with recurrent or advanced mismatch repair-deficient endometrial cancer: a nonrandomized phase 1 clinical trial. JAMA Oncology, p. 7–13, 2020.



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