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Eleições 2026: o que os planos de governo propõem para a saúde?

há 10 minutos
13 min de leitura





Conheça as principais propostas apresentadas pelos candidatos à Presidência da República para o SUS, a saúde suplementar, a prevenção de doenças e o acesso ao cuidado



A saúde está entre as áreas que mais impactam a vida da população. O tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o acesso a medicamentos, a oferta de profissionais, a prevenção de doenças e a qualidade dos serviços públicos são algumas das questões que aparecem nos planos de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026.


Para ajudar a população a conhecer e comparar essas propostas, a Colabore analisou os planos registrados na Justiça Eleitoral e reuniu os principais compromissos relacionados à saúde.


Os conteúdos foram organizados em ordem alfabética e resumidos em linguagem simples. A análise não atribui notas, não classifica as propostas como melhores ou piores e não representa apoio, crítica ou recomendação de voto.


Também é importante considerar que os documentos apresentam diferentes níveis de detalhamento. Alguns estabelecem metas, prazos, indicadores e formas de implementação. Outros se concentram em princípios gerais e diretrizes políticas.


As informações deste artigo consideram os planos e as candidaturas registrados até 23 de setembro de 2026.



Augusto Cury — Avante


O plano de Augusto Cury associa saúde, tecnologia, prevenção e desenvolvimento emocional.


Uma das principais propostas é o programa Tele Saúde Brasil, que pretende ampliar o acesso à medicina digital, especialmente para crianças em situação de vulnerabilidade, pessoas idosas, gestantes, pessoas com deficiência, moradores de regiões remotas e pessoas com menor renda.


A proposta prevê o uso de inteligência artificial para classificar riscos, priorizar os casos mais graves, reduzir filas e melhorar o encaminhamento dos pacientes. O sistema também buscaria integrar unidades básicas, profissionais, laboratórios, farmácias e centros de diagnóstico.


O plano inclui ainda conteúdos de orientação sobre ansiedade, estresse, respiração, relaxamento e autocuidado, além de suporte psicológico inicial para situações de sofrimento emocional.


Na área do câncer, propõe ampliar ações de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce, utilizando como referência experiências como a do Hospital de Amor. O documento menciona unidades móveis, inteligência artificial aplicada ao rastreamento, busca ativa de pessoas que interromperam o acompanhamento e comitês regionais formados por profissionais e representantes da sociedade.


Entre as principais propostas estão:

  • universalização da telemedicina;

  • inteligência artificial para triagem e priorização;

  • integração dos serviços em uma rede nacional;

  • fortalecimento da atenção primária;

  • conteúdos de orientação emocional e apoio psicológico inicial;

  • prevenção e detecção precoce do câncer;

  • unidades móveis para ampliar o rastreamento.




Clariana Barão — DC


O plano de Clariana Barão organiza a saúde em torno da prevenção, da atenção primária, da inovação e da gestão orientada por resultados.


Na atenção básica, propõe equipes completas, ampliação do acesso territorial, coordenação do cuidado e prontuários interoperáveis. Também prevê metas para o acompanhamento de hipertensão, diabetes e outras condições crônicas.


O documento inclui ações de vacinação, rastreamento baseado em evidências, diagnóstico precoce, saúde da mulher e da criança e promoção de hábitos saudáveis.


Na área de inovação, propõe uma forma transparente de avaliar novas tecnologias, estimular pesquisas clínicas e ampliar a produção nacional. A incorporação de medicamentos e outras tecnologias ao SUS deveria considerar segurança, eficácia e custo-efetividade.


O plano também contempla telemedicina, regulação inteligente das filas e uso de inteligência artificial como apoio clínico e administrativo, com auditoria, governança e proteção de dados.


Entre as principais propostas estão:

  • fortalecimento da atenção primária;

  • prontuário interoperável e coordenação do cuidado;

  • acompanhamento de condições crônicas;

  • ampliação da vacinação e do diagnóstico precoce;

  • atenção à saúde da mulher e da criança;

  • incentivo à pesquisa clínica e à produção nacional;

  • incorporação de tecnologias baseada em evidências;

  • telemedicina e inteligência artificial na gestão do acesso.


O documento informa que suas metas numéricas ainda deverão ser definidas depois de diagnósticos técnicos, estimativas fiscais e avaliações jurídicas.





Edmilson Costa — PCB


O plano de Edmilson Costa defende a transformação de todo o sistema de saúde em um sistema público, integrando assistência, pesquisa e produção de medicamentos, vacinas e equipamentos.


A proposta prevê atenção básica em todos os bairros, com atendimento próximo aos locais de moradia e trabalho. O cuidado partiria da atenção primária e seguiria de forma integrada até os serviços de maior complexidade.


O documento também propõe ampliar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, utilizando instituições e mecanismos públicos de financiamento para desenvolver medicamentos, insumos, equipamentos e tecnologias nacionais.


Outra proposta é a criação de Conselhos Populares de Saúde, eleitos pelos trabalhadores, para participar do controle do sistema em diferentes níveis.


Entre as principais propostas estão:

  • tornar público todo o sistema de saúde;

  • fortalecer a atenção básica nos bairros;

  • integrar atenção primária, especialistas e hospitais;

  • ampliar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde;

  • produzir medicamentos, vacinas, insumos e equipamentos no país;

  • ampliar a distribuição de medicamentos pelo SUS;

  • criar Conselhos Populares de Saúde;

  • contratar profissionais para regiões periféricas e menos assistidas.


As propostas de saúde integram um programa mais amplo de transformação socialista e ampliação da atuação direta do Estado.




Flávio Bolsonaro — PL


O plano de Flávio Bolsonaro combina atenção primária, integração com o setor privado, saúde digital, prevenção e ampliação de serviços voltados a diferentes grupos da população.


O documento propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família e assegurar condições para uma correção efetiva da tabela do SUS, buscando melhorar a remuneração de hospitais, clínicas e santas casas.


Para reduzir as filas, prevê a contratação de consultas, exames e outros serviços na capacidade ociosa da rede privada. Também propõe ampliar telessaúde, teleatendimento e hospitais inteligentes.


Na saúde digital, a proposta é implantar um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br. O sistema conectaria as redes pública e privada, reunindo consultas, exames, vacinas e prescrições, mediante consentimento do paciente e observância das regras de proteção de dados.


A inteligência artificial seria utilizada para agilizar o agendamento, encontrar vagas disponíveis e identificar pessoas com maior risco de adoecimento.


O plano também apresenta ações para a saúde da mulher, pessoas idosas, pessoas com deficiência, doenças raras, autismo e saúde mental.


Entre as principais propostas estão:

  • ampliação da Estratégia Saúde da Família;

  • correção da tabela do SUS;

  • contratação da capacidade ociosa da rede privada;

  • prontuário eletrônico integrado entre as redes pública e privada;

  • inteligência artificial nos agendamentos e na prevenção;

  • ampliação da telessaúde;

  • entrega domiciliar de medicamentos para determinados grupos;

  • modernização de hospitais universitários;

  • criação de centros de referência para autismo;

  • fortalecimento da atenção à saúde mental.




Hertz Dias — PSTU


O plano de Hertz Dias defende um SUS público, gratuito, universal e 100% estatal.


A proposta é encerrar a participação de organizações sociais, fundações privadas e parcerias público-privadas na gestão dos serviços de saúde. O documento também rejeita a transferência de leitos públicos para planos privados.


O plano prevê ampliar os investimentos públicos, com prioridade para a atenção básica, além de expandir hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde.


Na saúde mental, propõe aumentar os recursos destinados aos Centros de Atenção Psicossocial, residências terapêuticas e centros de convivência. O documento se posiciona contra o direcionamento de recursos públicos para comunidades terapêuticas.

Também defende concursos públicos, valorização dos profissionais e produção pública de medicamentos e insumos estratégicos.


Entre as principais propostas estão:

  • SUS público, universal, gratuito e 100% estatal;

  • fim da gestão privada por OSs, fundações e PPPs;

  • ampliação do investimento na atenção básica;

  • expansão de hospitais, UPAs e unidades básicas;

  • fortalecimento dos CAPS e da rede de saúde mental;

  • concursos e valorização dos trabalhadores;

  • produção pública de medicamentos e insumos;

  • aborto legal, seguro e gratuito pelo SUS.


O modelo proposto prevê a participação dos trabalhadores e da população no controle dos serviços públicos.





Leonardo Avalanche — PRTB


Leonardo Avalanche substituiu Pablo Marçal na candidatura do PRTB e apresentou um plano próprio à Justiça Eleitoral.


Na saúde, o documento estabelece como objetivo zerar as filas do SUS. Para isso, propõe mutirões nacionais, parcerias com hospitais privados que possuam capacidade ociosa, telemedicina para triagem e gestão por resultados nas secretarias de saúde.


O plano também prevê um sistema de inteligência artificial para monitorar, em tempo real, os estoques de medicamentos em hospitais, postos e unidades básicas. A tecnologia emitiria alertas antes que determinado produto acabasse.


Na saúde da mulher, propõe um programa nacional de acompanhamento desde o climatério até o período posterior à menopausa, com suporte psicológico e acesso a medicamentos. Também prevê ações de prevenção voltadas às jovens, ampliação do atendimento ginecológico e maior variedade de contraceptivos.


Para a população idosa, o plano propõe formar e contratar mais geriatras, priorizar idosos nas filas e ampliar o acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.


Entre as principais propostas estão:

  • mutirões nacionais para reduzir as filas;

  • contratação da capacidade ociosa de hospitais privados;

  • telemedicina para triagem;

  • monitoramento de estoques com inteligência artificial;

  • modernização dos medicamentos oferecidos pelo SUS;

  • atenção às mulheres no climatério e na menopausa;

  • ampliação do atendimento ginecológico e da prevenção;

  • formação e contratação de geriatras;

  • prioridade para pessoas idosas nas filas;

  • combate ao desperdício e à corrupção nos contratos da saúde.


Embora estabeleça como meta zerar as filas, o plano não apresenta prazo específico nem estimativa detalhada dos recursos necessários para alcançar esse resultado.




Lula — PT


O plano de Lula propõe dar continuidade e ampliar políticas atuais, com foco na atenção primária, na redução das filas, na assistência especializada, na saúde digital e na produção nacional.


O documento prevê fortalecer o SUS público e universal, ampliar a Estratégia Saúde da Família e avançar na vacinação.

Para enfrentar as filas, propõe expandir o programa Agora Tem Especialistas, o terceiro turno em serviços de saúde, os mutirões e as Carretas da Saúde. Também prevê a continuidade de parcerias com hospitais privados para a realização de exames e cirurgias pelo SUS.


A proposta inclui fila única digital, organizada por risco clínico, maior transparência na regulação e utilização de inteligência artificial.


O plano também prevê modernizar equipamentos, policlínicas e hospitais, além de ampliar telessaúde, telecirurgia, cirurgia robótica e hospitais inteligentes.

Na oncologia, propõe expandir a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer, incluindo radioterapia, cirurgias, quimioterapia, imunoterapia e telediagnóstico.


Entre as principais propostas estão:

  • fortalecimento da atenção primária e da Saúde da Família;

  • expansão da vacinação;

  • ampliação do Agora Tem Especialistas;

  • mutirões, Carretas da Saúde e terceiro turno;

  • fila única digital organizada por risco;

  • inteligência artificial na regulação;

  • telessaúde, telecirurgia e hospitais inteligentes;

  • ampliação da rede de prevenção e tratamento do câncer;

  • fortalecimento da saúde integral da mulher;

  • expansão da rede de saúde mental e dos CAPS;

  • diagnóstico e acompanhamento de autismo e outras neurodivergências;

  • produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos.


O plano também propõe ampliar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e utilizar instituições públicas, universidades e empresas nacionais para reduzir a dependência externa.





Renan Santos — Missão


O plano de Renan Santos concentra suas propostas no acesso, na organização das filas e no uso de tecnologia.


A principal medida é a criação de uma escala nacional de estratificação de risco. Em vez de considerar apenas a ordem cronológica, a fila levaria em conta gravidade clínica, risco de progressão, impacto sobre a autonomia, vulnerabilidade social e tempo de espera.


O documento pretende alcançar uma média de 80% de resolução dos casos na atenção primária, diminuindo encaminhamentos desnecessários aos centros especializados.

Também propõe criar um sistema digital que combine telemedicina, diagnósticos por inteligência artificial, monitoramento clínico e histórico permanente.

Outra medida é o Prontuário Eletrônico Nacional Interoperável, que conectaria atenção primária, serviços especializados, hospitais públicos e privados, laboratórios e farmácias.


Entre as principais propostas estão:

  • organização das filas por risco, gravidade e vulnerabilidade;

  • criação de uma escala nacional de estratificação de risco;

  • atenção primária com meta de resolver 80% das demandas;

  • prontuário nacional interoperável;

  • telemedicina e diagnóstico apoiado por inteligência artificial;

  • monitoramento clínico e vigilância epidemiológica preditiva;

  • integração do projeto Genomas Brasil ao prontuário;

  • desenvolvimento de plataformas de mRNA para vacinas e terapias;

  • centros regionais de referência para casos mais complexos;

  • repasses a municípios condicionados a indicadores de desempenho.


Como contexto relevante, o capítulo fiscal do plano também propõe desvincular os pisos de saúde e educação da receita pública.




Ronaldo Caiado — PSD


O plano de Ronaldo Caiado é um dos mais extensos e detalhados na área da saúde. O documento apresenta propostas, indicadores, etapas de implantação e metas para 2030.


Uma das metas é reduzir em pelo menos 50% o tempo mediano das principais filas nas regiões com maior espera. As filas estratégicas deveriam ter prioridade clínica e rastreabilidade.


O plano propõe criar um Sistema Nacional de Acesso e Regulação Inteligente, no qual os pacientes seriam organizados de acordo com risco, gravidade, vulnerabilidade e tempo de espera. O cidadão poderia acompanhar sua solicitação, prioridade, prazo estimado e serviço responsável.


Também prevê um Painel Nacional de Eficiência do SUS, com indicadores sobre espera, mortalidade, permanência hospitalar, reinternações e desempenho das unidades.


Na atenção primária, propõe vincular cada pessoa a uma equipe de referência, acompanhar pacientes com doenças crônicas e ampliar conectividade, prontuários, telemedicina e exames nas unidades básicas.


Entre as principais propostas estão:

  • redução de pelo menos 50% do tempo das filas prioritárias até 2030;

  • critérios nacionais de prioridade clínica;

  • acompanhamento da posição e do prazo pelo cidadão;

  • regulação inteligente e inteligência artificial auditável;

  • Programa Nacional de Doenças Crônicas;

  • integração entre atenção primária, especialistas e hospitais;

  • expansão da telemedicina;

  • prontuário interoperável;

  • organização de redes para câncer, doenças cardiovasculares e AVC;

  • cumprimento dos prazos legais para diagnóstico e tratamento do câncer;

  • fortalecimento da saúde da mulher, infância e envelhecimento;

  • expansão da rede de saúde mental;

  • ações específicas para povos indígenas;

  • produção nacional de medicamentos, vacinas e imunobiológicos;

  • criação de uma Rede Nacional de Terapias Avançadas;

  • estruturação de plataformas públicas para terapias celulares e gênicas;

  • organização da atenção às doenças raras.


O documento propõe ainda uma avaliação nacional independente dos resultados ao final do mandato.





Rui Costa Pimenta — PCO


O plano de Rui Costa Pimenta apresenta propostas mais concentradas em financiamento público, ampliação da estrutura e valorização dos profissionais.


O documento defende o fim do lucro com a doença e uma saúde pública e gratuita sob controle dos trabalhadores.


Entre as medidas, propõe aumentar as verbas para a saúde pública e retirar limites de gastos quando estiver em questão a preservação da vida.


Também prevê um plano emergencial para construir hospitais e postos de saúde, retomar o programa Mais Médicos e validar diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no país.

Para ampliar a quantidade de profissionais, o plano propõe abrir cursos de medicina, enfermagem e outras áreas nas universidades públicas, com livre acesso.


Entre as principais propostas estão:

  • mais recursos para a saúde pública;

  • retirada de limites de gastos para salvar vidas;

  • construção emergencial de hospitais e postos;

  • retomada do programa Mais Médicos;

  • validação de diplomas de médicos residentes no país;

  • abertura de cursos públicos na área da saúde;

  • piso salarial de R$ 8 mil para profissionais da saúde.


O documento não apresenta metas quantitativas de atendimento, cronograma de implantação ou detalhamento dos custos dessas medidas.




Samara Martins — UP


O plano de Samara Martins propõe fortalecer e unificar um SUS 100% estatal.


O documento defende o fim da gestão hospitalar por organizações sociais, fundações privadas e cooperativas empresariais, com toda a rede sanitária sob gestão direta e pública.


Também propõe pôr fim à exploração por planos privados de saúde, fortalecer os laboratórios oficiais e ampliar a produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos.


Na área dos trabalhadores, prevê concursos públicos com regime estatutário, fim da precarização e aplicação integral dos pisos salariais das categorias.


Entre as principais propostas estão:

  • fortalecimento e unificação de um SUS 100% estatal;

  • fim da gestão por OSs, fundações privadas e cooperativas empresariais;

  • gestão direta e pública da rede de saúde;

  • fortalecimento dos laboratórios oficiais;

  • produção nacional de medicamentos, vacinas, insumos e equipamentos;

  • distribuição gratuita de medicamentos;

  • concursos públicos para profissionais da saúde;

  • aplicação integral dos pisos salariais;

  • fortalecimento da saúde indígena;

  • atenção à saúde da mulher e às desigualdades de acesso;

  • ampliação de direitos para pessoas com deficiência.

As propostas fazem parte de um programa mais amplo de reorganização socialista da economia e dos serviços públicos.





Wilson Grassi — Democrata


O plano de Wilson Grassi possui dois eixos diretamente relacionados à saúde: Saúde Única e atenção primária.


O conceito de Saúde Única integra saúde humana, saúde animal e meio ambiente. A proposta parte do entendimento de que doenças que circulam entre animais e pessoas devem ser enfrentadas antes de chegarem aos hospitais.


O documento propõe criar um programa permanente de vigilância de zoonoses, ampliar a vacinação antirrábica animal e integrar laboratórios veterinários à vigilância epidemiológica humana.


Também prevê incentivar a presença de médicos-veterinários nas equipes municipais de vigilância e oferecer atendimento veterinário público para famílias de baixa renda.

No SUS, o plano propõe expandir a Estratégia Saúde da Família, integrar prontuários e criar uma fila nacional, pública e consultável, organizada por procedimento e prioridade clínica.


Entre as principais propostas estão:

  • integração entre saúde humana, animal e ambiental;

  • programa nacional de vigilância de zoonoses;

  • ampliação da vacinação antirrábica;

  • integração entre laboratórios veterinários e vigilância humana;

  • atendimento veterinário público para famílias de baixa renda;

  • ampliação da Estratégia Saúde da Família;

  • carreira para profissionais em regiões de difícil fixação;

  • prontuário integrado entre os níveis de atenção;

  • fila nacional pública organizada por prioridade clínica;

  • mutirões permanentes de diagnóstico e cirurgia;

  • auditoria dos tempos de espera;

  • fortalecimento da produção nacional de medicamentos e imunizantes.


A abordagem de Saúde Única é o principal diferencial do plano, mas aparece acompanhada de propostas específicas para atenção primária, filas e acesso a medicamentos.




Romeu Zema — Novo


O plano de Romeu Zema associa saúde digital, prevenção, integração com o setor privado e mudanças na regulação da saúde suplementar.

Para enfrentar as filas, propõe contratar clínicas e hospitais privados para realizar consultas, exames e cirurgias, utilizando a capacidade ociosa dessas unidades.


O documento também prevê ampliar concessões, parcerias público-privadas e parcerias com organizações sociais para construir e administrar hospitais e unidades de atendimento.


Na atenção primária, propõe expandir a Estratégia Saúde da Família, os programas de vacinação e o acompanhamento de doenças crônicas. Também contempla pré-natal, saúde indígena, hábitos saudáveis, envelhecimento e saúde mental.


Na saúde digital, a proposta é criar um registro nacional sob controle do cidadão, com integração entre os sistemas públicos e privados. O plano também prevê melhorar a conectividade das unidades e utilizar inteligência artificial na gestão das filas.


Entre as principais propostas estão:

  • ampliação da telemedicina;

  • registro nacional de saúde;

  • integração de dados entre os setores público e privado;

  • conectividade nas unidades;

  • ampliação da Estratégia Saúde da Família;

  • acompanhamento de doenças crônicas;

  • fortalecimento da saúde mental;

  • inteligência artificial na gestão das filas;

  • contratação de consultas, exames e cirurgias na rede privada;

  • ampliação de concessões, PPPs e parcerias com OSs;

  • expansão dos cuidados paliativos;

  • ampliação de serviços para pessoas com autismo;

  • aumento das vagas de residência médica;

  • critérios técnicos vinculantes para decisões judiciais em saúde;

  • modelos mais flexíveis de planos de saúde e compartilhamento de custos.

O plano defende maior participação da iniciativa privada tanto na prestação de serviços ao SUS quanto na gestão e expansão das unidades.




Por que conhecer essas propostas?


Os planos apresentam visões diferentes sobre o papel do Estado, a participação da iniciativa privada, o financiamento do SUS, a organização das filas, o uso de tecnologia e a produção de medicamentos.

Algumas candidaturas defendem um sistema inteiramente estatal. Outras propõem ampliar a contratação de serviços privados, as parcerias público-privadas ou a participação de organizações sociais. Há também diferenças em temas como saúde digital, financiamento, saúde mental, atenção às mulheres, aborto, judicialização, planos de saúde e incorporação de novas tecnologias.

Conhecer essas diferenças é importante para que cada pessoa possa avaliar quais propostas se aproximam das necessidades que observa em sua comunidade e da visão de saúde pública que considera mais adequada para o país.


A Colabore acredita que o acesso à informação fortalece a participação social e ajuda a construir decisões públicas mais transparentes.


Antes de votar, informe-se, compare as propostas e acompanhe os compromissos apresentados.


Porque a saúde também passa pelas escolhas feitas nas eleições.



Fonte: planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral e consultados pela Colabore no Tribunal dos Dados Abertos do TSE. Acesse os documentos completos aqui.

Atualização: 23 de setembro de 2026.

Nota editorial: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e apartidário. A presença de uma proposta no plano de governo não significa que ela tenha viabilidade técnica, jurídica, financeira ou política assegurada. As situações das candidaturas podem sofrer alterações por decisão da Justiça Eleitoral.


 
 
 

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