Novos medicamentos para linfoma, psoríase e insuficiência cardíaca poderão entrar para o Rol da ANS


Nesta quarta-feira, dia 16 de novembro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou a 11ª reunião técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).


Veja abaixo como foi a avaliação das tecnologias. Carboximaltose férrica, para insuficiência cardíaca (NHYA Classe II e III) Pereira Barretto e Nayara, representantes da ViforPharma Brasil, proponente da incorporação, apresentaram estudos que mostram que o medicamento gera uma grande diminuição de hospitalização dos pacientes que utilizam o medicamento. Também citaram que a recomendação está presente nas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia e que a Sociedade Brasileira de Cardiologia também a recomenda, sendo o único produto de ferro IV recomendado pelas diretrizes internacionais e nacionais para o tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca com deficiência de ferro. Também foi citado que a carboximaltose recebeu recomendação preliminar favorável da Conitec para o tratamento de anemia geral e irá para consulta pública. Além disso, destacaram a praticidade e o fato de os pacientes não precisarem ir ao hospital repetidas vezes, já que o medicamento é usado no máximo duas vezes. Após a apresentação da tecnologia, 10 membros se posicionaram favoráveis a incorporação e 5 contrários. Foram favoráveis: Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), NUDECON, Conselho Nacional de Saúde (CNS), CFO, Federação Brasileira de Hospitais, Ministério da Justiça, CNC, Fundação Procon-SP, Federação Brasileira de Hemofilia. Foram contrários: FenaSaúde, UNIDAS, Unimed do Brasil, CMB, Abramge. Zanubrutinibe, para Linfoma Células do Manto recidivado ou refratário Outro medicamento analisado, foi o Zanubrutinibe, para Linfoma Células do Manto recidivado ou refratário, proposto pela Zodiac. Haline Fujita e Guilherme Perini, representantes da empresa, informaram que o medicamento já foi aprovado por outras grandes agências de ATS e é recomendado nos principais guidelines. Explicou que apresenta menor toxicidade em relação ao ibrutinibe e menor interação medicamentosa em relação ao acalabrutinibe e ibrutinibe. O remédio também se mostrou mais seguro e com menos efeitos colaterais quando comparado com os outros inibidores de BTK (iBTK). Além disso, apresenta custo 25% menor que o ibrutinibe e equiparável ao acalabrutinibe. Foi dito, ainda, que quanto maior a participação da zanubrutinibe, maior será a economia gerada. Por fim, informaram que o medicamento sofrerá uma redução no preço-lista CMED, se tornando o iBTK com menor custo. Jorge Vaz, hematologista participante da diretoria da ABHH e representante da AMB, reforçou a dificuldade existente em se obter dados considerados de alta qualidade, especialmente devido à raridade da doença. O médico ressaltou que com doenças raras é impossível obter estudos que atendam todos os critérios para a alta qualidade. Foi dito que isso é mais uma oportunidade de o rol ter um medicamento eficaz e seguro e possível. Após a apresentação da tecnologia, 10 membros se posicionaram favoráveis a incorporação, 5 contrários. Foram favoráveis: Conselho Nacional de Saúde (CNS), COFEN, NUDECON, CFO, Federação Brasileira dos Hospitais, AMB, Fundação Procon-SP, Conselho Federal de Medicina (CFM), Ministério da Justiça, Federação Brasileira de Hemofilia. Foram contrários: Unidas, Unimed do Brasil, Fenasaúde, Abramge, CMB. Certolizumabe Pegol, para Psoríase em placas moderada a grave Por fim, foram analisadas as contribuições da consulta pública referente a incorporação no rol da ANS, do Certolizumabe Pegol, proposto pela UCB Biopharma Ltda, para o tratamento da Psoríase em placas moderada a grave, com falha, intolerância ou contraindicação ao uso da terapia convencional, candidatos à terapia sistêmica. A recomendação preliminar foi favorável a incorporação. Foram recebidas um total de 104 contribuições, sendo que 97 delas concordaram com a recomendação preliminar de incorporação, e 7 discordando. Das contribuições concordantes, foi argumentado que o medicamento amplia as opções terapêuticas cobertas pelo rol; possui baixa toxidade; perfil de segurança específico para gestantes e lactantes; e o impacto orçamentário favorável. Quanto as contribuições discordantes, foi alegado que já existem no rol 7 opções de imunobiológicos como opções terapêuticas alternativas; existem falta de evidências sobre a segurança da tecnologia para a gestantes; a eficácia é inferior a outras tecnologias já disponíveis no rol; e a tecnologia teve recomendação de não incorporação no SUS, pela Conitec. Após a apresentação das contribuições, 9 membros se posicionaram favoráveis a incorporação, 4 contrários. Foram favoráveis: Conselho Nacional de Saúde (CNS); Nudecon, Ministério da Justiça, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Odontologia (CFO), Fundação Procon-SP, Federação Brasileira de Hemofilia, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Foram contrários: Unimed do Brasil, FenaSaúde, Abrange, Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB). A próxima reunião da Cosaúde está prevista para o dia 8 de dezembro.

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