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ANS reverte parecer e incorpora novo tratamento para retocolite ulcerativa.

  • Foto do escritor: Mayara Figueiredo Viana
    Mayara Figueiredo Viana
  • há 28 minutos
  • 2 min de leitura



ANS reverte parecer e incorpora novo tratamento para retocolite ulcerativa.


Em reunião da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizada nesta sexta-feira (6), os diretores aprovaram a recomendação final favorável à incorporação do risanquizumabe, indicado para o tratamento da retocolite ulcerativa moderada a grave. Será publicada resolução normativa no Diário Oficial da União, cuja proposta de vigência é 4 de maio de 2026.


De acordo com a ANS, a proposta havia recebido recomendação preliminar desfavorável, posteriormente modificada após a realização de consulta pública e audiência pública, a partir da reavaliação das evidências e das contribuições recebidas no processo de participação social. No âmbito da avaliação econômica e da análise de impacto orçamentário, a Agência também considerou os descontos apresentados pela empresa proponente como premissas para os cálculos realizados.


A Agência informou, ainda, que, no cenário da retocolite ulcerativa moderada a grave, as evidências disponíveis apresentam certeza variando de baixa a moderada e são provenientes de estudos que compararam o risanquizumabe ao placebo, além de revisões sistemáticas com comparações indiretas por metanálises em rede em relação a outras terapias avançadas, como ustecinumabe e vedolizumabe. Embora não haja comparações diretas com as alternativas disponíveis na saúde suplementar, os dados indicaram benefícios clínicos relevantes nas fases de indução e manutenção, ainda que com limitações metodológicas.


Quando a participação social transforma decisões em saúde


Mais do que a incorporação de uma nova tecnologia em saúde, essa decisão simboliza o impacto direto da participação social nos processos regulatórios.


Inicialmente, a proposta havia recebido uma recomendação preliminar desfavorável por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No entanto, após a realização de consulta pública e audiência pública, e a partir da reavaliação das evidências científicas e das contribuições enviadas pela sociedade, o parecer foi revisto.


Esse movimento reforça um princípio essencial: decisões em saúde não podem ser construídas sem ouvir quem vive a realidade da doença, quem enfrenta as limitações do tratamento e quem depende do acesso para manter qualidade de vida.


A Colabore com o Futuro, a DII Brasil, o Instituto INAPE e a Rede Norte e Nordeste de Pacientes Reumáticos, atuaram ativamente nesse processo, reforçando a importância de ampliar as opções terapêuticas disponíveis para pessoas com retocolite ulcerativa moderada a grave.


O resultado dessa trajetória mostra que a participação social qualificada não é apenas um direito, mas uma ferramenta concreta de transformação das políticas de saúde.


Agradecemos a todas as pessoas que participaram, enviaram contribuições e se mobilizaram também por meio da nossa petição, e à ANS, por ouvir a sociedade e permitir que esse diálogo resultasse em uma decisão que amplia o cuidado e o acesso.


Seguiremos trabalhando para fortalecer a participação social e garantir que as vozes dos pacientes e da sociedade civil continuem fazendo parte das decisões que moldam o futuro da saúde no Brasil.

 
 
 

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